Sábado, Setembro 15, 2007

Opções 101

Tive uma surpresa interessante esses dias. Um amigo meu, que também investe (e faz isso razoavelmente bem) confessou não entender o que são opções. Talvez muitas outras pessoas que lêem este blog também vejam menções a elas e não saibam do que se trata. Então, vamos tentar explicar o que são.

Uma opção é muito semelhante a uma apólice de seguro. Pense no seguro do seu carro:

-> A seguradora emite uma apólice de seguros. Em troca, cobra uma taxa, denominada de prêmio.

-> Você paga a taxa, e tem a garantia do seu patrimônio durante a vigência da apólice. Se seu carro for roubado ou batido, você recebe dinheiro para (em tese) comprar outro.

Salvo casos de fraude, o contratante de um seguro nunca visa lucro, mas apenas a garantia do seu capital. Já a seguradura visa lucro.

Um seguro de automóvel não pode ser negociado livremente no mercado, porque ele é atrelado a um carro em particular, e a um perfil de segurado. Não seria possível obter um seguro anonimamente; é preciso que a seguradora mande um inspetor ver seu carro etc.

Vamos ver agora um outro tipo de seguro: o contrato de futuros. Imagine que você seja dono de uma fábrica de balas. Seu principal insumo é o açúcar. Você precisa manter o preço final do seu produto mais ou menos estável. O que fazer?

Você vai a uma bolsa de futuros, como a BM&F brasileira, e compra um contrato futuro de açúcar. Digamos, um contrato de compra a 300 reais a tonelada em janeiro de 2008 (estou chutando preços aqui). Isso garante que você poderá comprar açúcar a 300 reais/ton para sua fábrica. Se o açúcar estiver custando, digamos, 500 reais, se deu bem.

Por outro lado, o contrato de futuros obriga AMBAS as partes, ou seja, você TERÁ de comprar a 300 reais/ton mesmo que esteja valendo menos que isso!

E quem seria doido de vender um contrato futuro de açúcar? Ninguém menos que... o produtor de açúcar. Ele quer se precaver contra quedas bruscas do preço do açúcar, que podem quebrá-lo. Ou seja, o contrato de futuro é um contrato bilateral, ambas as partes procuram segurança contra flutuações do mercado, embora tenham medo de coisas opostas (o comprador teme a alta e o produtor teme a baixa dos preços).

Uma coisa importante do contrato de futuro é que ele é PADRONIZADO, ou seja, todos os contratos têm o mesmo preço e substância. Isso é possível porque um saco de açúcar é igual ao próximo (ou seja, açúcar é FUNGÍVEL), a não ser que alguém adultere o produto.

Portanto, diferente do seguro de automóvel, o contrato de futuro pode ser comprado e vendido sem que as partes se conheçam.O fato do contrato ser PADRONIZADO e a mercadoria ser FUNGÍVEL favorece a LIQUIDEZ, ou seja, a facilidade de comprar e vender o contrato no mercado.

Obviamente, o custo de um contrato destes depende do preço atual do açúcar. Por isso ele é um ativo DERIVATIVO, seu valor DERIVA de outro ativo. Se o açúcar está custando 35 reais hoje, e você compra um contrato de futuro a 30 reais, é óbvio que o contrato vai custar no mínimo 5 reais, mais um prêmio de seguro.

Como o preço do açúcar varia todo dia, o preço dos contratos também varia. Digamos que você comprou o contrato de 30 reais mencionado acima. Digamos que as vendas de jujubas caíram e você não precisa mais desse contrato. Aí você vende esse contrato para frente, para outro consumidor de açúcar.

Mas hoje o açúcar subiu para 50 reais! Sorte sua, pois o preço do contrato vai ser de no mínimo 20 reais (50 menos 30). Você comprou por 5 e vendeu por 30. Multiplicou por seis o seu capital sem mexer uma palha...

Mas, se o açúcar tivesse caído a 15 reais, você estaria com um mico na mão. Ia ter de pagar perto de 15 reais para alguém aceitar levar o mico embora. Prejuízo total: em torno de 20 reais (5 que você pagou inicialmente, mais 15 para se livrar dele).

Aqui entra a figura do especulador, que não planta cana nem compra jujuba, mas compra e vende contratos de açúcar tentando comprar barato e vender caro. Outra forma de ganhar dinheiro especulativamente é fazendo "arbitragem", ou seja, comprando num mercado e vendendo em outro. Exemplo: comprar contratos de açúcar no Brasil e vender nos EUA, se nos EUA estiverem pagando momentaneamente melhor.

O especulador é importante porque ele 'lubrifica' o mercado, gerando muitas transações, formando preços e esvaziando diferenças de preço entre mercados diferentes. Apesar da má fama, os mercados se beneficiam da presença de especuladores.

Estressando o ponto: Os contratos de futuros são ativos DERIVATIVOS, ou seja, seu valor DERIVA de um ativo subjacente -- no exemplo, o açúcar.

É importante ressaltar que especular sobre contratos de futuros é uma "soma zero", ou seja, não gera riqueza. Uns ganham, outros perdem. Ou seja, na média geral, especular não dá dinheiro nenhum. Trabalhar continua sendo a única forma de gerar riqueza nova.

Finalmente, vejamos as opções. As opções dão o DIREITO (mas não o DEVER) de fazer alguma coisa com AÇÕES de empresas. Existem dois tipos básicos:

-> opções de COMPRA: dão o DIREITO de COMPRAR uma AÇÃO a determinado preço fixo, numa data específica.

-> opções de VENDA: dão o direito de VENDER uma ação a determinado preço fixo.

As opções são diferentes dos contratos de futuros porque só dão direitos a seu possuidor, não geram nenhuma obrigação. Mas para que servem as opções?

Pense no seguro de automóvel. Se o seu carro estiver inteiro, você fica com ele. Se por acaso ele der perda total ou for roubado, você recebe o equivalente em dinheiro. O seguro de carro é uma "opção de venda" do carro à seguradora (sujeita a diversas restrições, é bem verdade).

Agora, ao invés do carro, considere uma ação da Petrobrás (PETR4). Você comprou ela a $45, mas tem medo que o preço caia. Você quer uma garantia de poder vendê-la a pelo menos $40 no fim do ano. Então você adquire uma opção de venda com "strike" (alvo) a $40 e vencimento em dezembro (PETRX40). Isso naturalmente vai ter um custo, o prêmio da opção.

E se Petrobrás estiver valendo $50 no fim do ano? Não tem problema, você não é obrigado a exercer a opção. Diferente do contrato de futuro, a opção não gera nenhuma obrigação para o detentor. Mas o dinheiro do prêmio, esse você perdeu :)

Este é o uso "canônico" das opções de venda: fazer HEDGE, ou seja, proteger o capital de um investimento. Elas guardam o caminho de fuga.

Agora vamos ver as opções de compra. Elas dão o direito, mas não a obrigação, de comprar uma ação a preço fixo. Também são ativos DERIVATIVOS, ou seja, seu valor instantâneo DERIVA do valor da ação subjacente.

O uso mais "nobre" das opções de compra é planejar um futuro investimento em opções. Você quer investir em Petrobrás, mas não tem o dinheiro agora. E se Petrobrás se valorizar muito, você vai continuar de fora.

Você tem certeza que consegue economizar 50 reais até janeiro. Então você adquire uma opção de compra, digamos PETRA50, que dá o direito de comprar PETR4 a 50 pratas, em Janeiro/08.

Se, em janeiro, PETR4 estiver valendo $70, sorte sua, pois poderá comprar a $50 algo que vale $70. Na verdade, você nem precisa fazer isso. A opção também é negociada facilmente. Você pode vender a opção por $20 um dia antes do vencimento e embolsar o dinheiro. A não ser que você ame Petrobrás de paixão e faça questão da ação.

Por outro lado, se PETR4 estiver valendo $40, a opção virou pó, pois não vale a pena ser exercida -- é mais barato comprar a ação diretamente. Felizmente, a opção de compra também não gera a obrigação de comprar nada.

Ok, já sabemos superficialmente por que alguém compraria uma opção. Agora, a pergunta é a seguinte: por que alguém seria louco de LANÇAR (ou seja, vender) opções?

A resposta curta: para receber o prêmio! Quem lança opções faz o papel análogo ao da seguradora de carro. E seguradoras dão muito, muito lucro. É uma evidência empírica que lançar opções dá mais dinheiro que comprá-las.

Aí entra uma constatação prática, observada nos mais diferentes mercados, que 70% das opções expiram sem valor (ou seja, viram pó). 70% é o patamar típico, mas pode chegar facilmente a 90%. É outra evidência empírica a favor de quem lança opções.

O prêmio pago pela opção recém-lançada é o único dinheiro que pode realmente ser ganho com opções. Depois do lançamento, o mercado de opções é uma soma-zero, assim como o mercado de futuros. Pode-se especular em cima de opções, mas sempre haverá ganhadores e perdedores.

(Alguns diriam que o mercado de ações também é soma-zero, mas isto é errôneo. Uma ação gera dividendos e crescimento sustentado, pois representa um pedacinho de uma empresa real, onde há pessoas trabalhando e riqueza sendo gerada.)

Mas lançar opções é ainda assim muito arriscado, pois a ação subjacente pode mudar de valor muito rapidamente. Seria catastrófico se alguém lançasse opções no mercado e depois não pudesse honrá-las.

Para evitar este risco, o lançador de opções precisa depositar GARANTIAS, e a corretora vigia que as garantias não vão ser tocadas enquanto a opção existir. Há duas formas básicas de garantir a opção:

-> "A descoberto", ou seja, depositando uma MARGEM em dinheiro. Se você lançou uma opção de venda de Petrobrás a $50, e Petrobrás vale $40 hoje, tem de possuir $10 mais uma percentagem de segurança na conta da corretora.

-> "Calçado", ou seja, possuindo a ação subjacente. Você lança 100 opções de compra Petrobrás, mas você possui 100 ações Petrobrás. Não interessa quanto oscilem os preços, você está sempre preparado para honrar o compromisso assumido.

Um pequeno investidor pessoa física pode tanto adquirir quanto lançar opções, tanto calçado quanto a descoberto. Mas em geral é muito mais fácil (e recomendável) fazê-lo calçado. Lançar opções a descoberto é muitíssimo mais arriscado, pois a cada movimentação do valor da ação, ocorrerá a temida CHAMADA DE MARGEM onde você é "convidado" a depositar mais garantias. Se não tiver o dinheiro, terá seus ativos vendidos à revelia para cobrir a garantia.

Foi assim que o banco Barings faliu em 1995. O operador Nick Leeson lançou grande quantidade de opções, tanto de compra quanto de venda, imaginando que a Bolsa de valores japonesa não iria subir nem cair (ou seja, procurou fazer dinheiro arrecadando os prêmios de seguro). Mas ocorreu um terremoto em Kobe, a Bolsa caiu, as opções de venda exigiram tanta margem que o banco Barings não pôde atender, sendo assim declarado insolvente em 23 de fevereiro daquele ano.

Como você já deve estar imaginando, muita gente não compra opções apenas com fins "nobres". A grande maioria tenta mesmo é especular com elas, mesmo sabendo que é um mercado de soma zero.

Da mesma forma, nem todos os lançadores de opções buscam apenas o prêmio. Existe toda uma família de estratégias de investimento que envolve opções.

COMPRAR OPÇÕES DE COMPRA

A mais comum é a compra de opções de compra, "a seco" como se diz no mercado. É quase o caso "nobre", onde o investidor quer planejar uma compra futura a preço predeterminado. Mas aqui ele não quer saber de comprar a opção, ele só está interessado na variação para cima do preço da opção.

Apenas os malucos fazem isso com percentagens consideráveis do seu capital, pois as opções podem virar pó. Além do que, sendo especulação com opções uma soma zero, a longo prazo não se chegaria a lucro algum. Todo investidor tem uma história de terror para contar a respeito.

Essa estratégia tem mais mérito quando conjugada a outro investimento "seguro", como uma renda fixa. Aposta-se apenas o juro mensal em opções de compra. Se virar pó, não foi ruinoso. Se der lucro, esse lucro extra volta para o tanque da renda fixa.

Aplicar frações consideráveis do seu capital comprando opções "a seco" é muito arriscado. Basicamente, você se arrisca a perder tudo. E isso acontece freqüentemente!

COMPRAR OPÇÕES DE VENDA

Conforme já foi dito, normalmente compra-se opções de venda para proteger um capital investido em ações. É literalmente um seguro.

Adquirir opções de venda "a seco" também é um investimento perigoso, pois só vai dar lucro se a ação subjacente cair de preço. Na verdade, é ainda mais perigoso, pois o prêmio dessas opções costuma ser mais alto, devido ao SORRISO DA VOLATILIDADE (ao fato que o risco de queda é muito mais temido que o risco de subida).

Repetindo: Aplicar frações consideráveis do seu capital comprando opções "a seco" é muito arriscado. Basicamente, você se arrisca a perder tudo. E isso acontece freqüentemente!

VENDER OPÇÕES DE COMPRA

Quem vende opções de compra está interessado no prêmio, e acredita que o mercado não vá subir, e que a opção vai acabar virando pó.

Vender opções de compra "a seco", ou seja, sem calçar o operação, é a mais arriscada das operações, pois o valor da ação pode subir até o infinito. Você não só perde o capital investido como ainda terá de PAGAR POR CIMA.

Para diminuir o risco de algum investidor ficar insolvente (ou seja, sem grana para honrar as opções que vendeu), a chamada de margem é diária. As bolsas também em geral limitam movimentos bruscos de preços. Em tese, os dois mecanismos praticamente extinguem o risco de haver opções podres no mercado.

Devido a estes riscos, é muito mais comum o investidor possuir a ação subjacente para "calçar" a opção (vide COVERED CALL). Se o mercado subir, a ação também sobe, o que cancela o risco, e desobriga da necessidade de depositar margens.

VENDER OPÇÕES DE VENDA (NAKED PUT)

Quem vende opções de venda faz o papel de seguradora, ou seja, garante o capital dos outros mediante um prêmio. Assim como a seguradora, tal investidor espera que o futuro seja róseo, ou seja, que o mercado não caia.

Esta operação só pode ser garantida com margem em dinheiro. Por este motivo, ela é difícil/cara de executar por pequenos investidores. É um possível motivo pelo qual a BOVESPA não tenha muita liquidez em opções de venda.

O risco da operação é grande pois, se o mercado cair muito, você pagará caro por um defunto barato. Digamos que você garantiu a compra de Petrobrás a $40, e ela caiu para $30. No dia do vencimento, $40 deixarão sua conta, e em troca você recebe uma ação depreciada.

Por outro lado, se você tem a intenção de comprar Petrobrás dane-se o preço (ou tem grande certeza que ela não cairá), e tem o dinheiro para pagar a margem, é uma forma de fazer uma renda extra arrecadando o prêmio.

O risco desta operação, apesar de alto, é "limitado" pois o valor de uma ação não pode cair abaixo de zero. Uma vez paga a margem inicial, não haverá mais chamadas de margem.

ESTRATÉGIAS COMPOSTAS

Como já deve ter ficado claro, dificilmente se faz uma operação "pura" ou "a seco" com opções; quase sempre elas são parte de um investimento mais complicado. Segue alguns exemplos.

DONA ENCRENCA

Renda fixa + apostar juro mensal em opções de compra. Este já foi citado mais acima e também no nosso blog. Capital protegido, ganho ilimitado na alta.

Apesar do mercado de opções ser uma soma-zero, este investimento tira proveito de uma conhecida ineficiência do mercado: as quedas são quase sempre muito mais bruscas que as subidas. Isso equivale a dizer que os meses com saldo em alta são bem mais numerosos que os meses com saldo em queda (porque quando cai, cai tudo de uma vez).

Esta ineficiência não é suficiente para garantir lucros automáticos, simplesmente investindo o juro mensal em opções. Mesmo comprando opções com valor intrínseco e prazo longo, na média ainda dá prejuízo. (Nós simulamos este cenário.) É necessário operar as opções de forma ativa, procurando comprar barato e vender caro etc. Mas pelo menos o principal do capital está garantido.

COVERED CALL

Comprar ação + vender opção. Risco ilimitado na queda (a ação pode cair até zero), ganho limitado na alta.

SHORT STRADDLE

Vender opção de venda e vender opção de compra, ambas com mesmo preço-alvo. Risco ilimitado na queda e na alta; só dá dinheiro se o mercado ficar mais ou menos estável. Vai exigir vultosos depósitos de margem.

Foi esta a última operação feita por Nick Leeson para tentar recuperar suas perdas anteriores. Não deu certo e o Banco Barings quebrou.

LONG STRADDLE

Comprar opção de compra e de venda, ambas com mesmo preço-alvo. Risco limitado aos prêmios pagos, ganhos ilimitados na alta e na baixa. Dá dinheiro se o mercado for muito volátil.

POP BOVESPA (COLLAR - "COLEIRA")

Comprar ação, comprar opção de venda (para garantir o capital) e vender (tipicamente) 20% de opção de compra para financiar o pagamento da opção de venda.

Tipicamente 95% do capital é protegido, e os ganhos são ilimitados (mas 20% dos ganhos são "roubados" pelo exercício das opções de compra).

COLLAR

Quase idêntico ao POP BOVESPA, mas emite-se 100% da opção de compra. Isto limita o ganho a um teto fixo, daí o nome ("coleira").

Mas, apurando-se mais dinheiro lançando mais opções de compra, pode-se comprar opções de venda mais caras, protegendo 100% do capital ou mais.

posted by EPx @ 20:34 1 comments links to this post
1 Comments:

At 9:45 AM, Eduardo habkost said...

É importante ressaltar que especular sobre contratos de futuros é uma "soma zero", ou seja, não gera riqueza

Eu não poderia dizer que o que os especuladores de opções fazem é prestação de serviços para quem quer poder comprar ou vender opções a qualquer momento? E também para todos aqueles que gostariam que os preços das opções estivessem bem definidos na hora de comprar. Acho que isso também é riqueza.

Dentre todas as operações de compra e venda de opções, a soma é zero. Mas o conjunto dos especuladores informados que usam seu tempo analisando o mercado para se aproveitar de flutuações e diferenças de preço devem ter algum lucro.

Justamente o conjunto dos especuladores informados é o que presta os serviços acima. Serviços prontamente consumidos pelos compradores e vendedores de opções que querem comprar ou vender mas não gastam muito do seu tempo analisando se o preço atual no mercado é bom (por isso a soma zero considerando todas as operações). Acho que soma zero não implica em não ter riqueza gerada.

2 comentários:

arisneto disse...

No livro "Mercado de Derivativos no Brasil" de Bessada, Barbedo e Araújo, os autores explicam as variáveis que afetam o preço das opções e entre estas está a taxa de juros do ativo livre de risco relacionada ao custo de oportunidade de adquirir o ativo ou a opção sobre o mesmo.

Porém, em um dado momento o autor afirma que quanto maior a taxa de juro, maior o valor da opção de compra, o que me parece claro.

Mas afirma também que quanto MAIOR a taxa de juros, MENOR será o valor da opção de venda. Ora, o custo de oportunidade não é o mesmo para ambas?.Então, porque o valor da opção de venda seria inversamente proporcional à taxa de juros ?

EPx disse...

Como o strike garante um preço no futuro, o strike tem de ser descontado (reduzido) ao valor presente, de acordo com a taxa de juros, para ser comparado ao "spot" que é o preço de hoje do ativo subjacente.

E, quando o strike é diminuído, o que acontece? O preço da opção de compra aumenta (porque ela torna-se mais ITM), mas cai o preço da opção de venda (porque a torna mais OTM).

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